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2011-05-03

9ºCap. Tudo ou nada

Desculpem lá não ter publicado mais cedo, mas a verdade é que o capitulo já está escrito desde Domingo e eu andava toda descansada da vida a pensar que o Blogger o tinha publicado automaticamente, quando visitei o Blog apanhei esta surpresa!
Nono capitulo – A pintura da Lin

Quando chegámos a casa após o funeral do terceiro hokage, voltei para casa juntamente com a minha mãe, a Flora e Lin que foi jantar lá pois a mãe dela não estava em casa e a minha mãe insistiu para que ela nos fizesse companhia.
A minha mãe pousa as chaves no móvel da entrada e vai para a cozinha. Eu, a Flora e a Lin subi-mos para o meu quarto.
A Flora mal entra senta-se logo na minha cama. Eu sento-me na cadeira á beira da janela e a Lin pede autorização para se sentar no pufe á beira da cómoda.
-Ah… Vocês não viram o Zang hoje? –Perguntei com as palavras a fugir-me.
Elas olham uma para a outra e encolhem os ombros.
-Não, não vi. –Disseram ao mesmo tempo.
A minha irmã enche os olhos de lágrimas cristalinas e via-se na cara dela que estava toda contente a pensar no Sasuke, e daqui a alguns segundos ia perguntar-me sobre ele.
-Sabes, Flora… -Disse no gozo. –Os teus olhos brilham quando pensas no Sasuke!
Ela enervasse toda, mas acaba por conter os nervos e começa a sonhar alto.
-Se tiver uma menina, vou chamar-lhe… Hum…
Eu interrompo o “pensar” dela, enervando-a ainda mais.
-Não quero saber! Tens que tirar esse rapaz extremamente cobiçado da tua cabeça!
-Olha quem fala! Na altura que te tornas-te gennin, todas as raparigas tinham um poster dele! Não sei como, mas tinham!
Ela até tem razão, mas sabendo o que eu sei do Sasuke, ele não lhe daria um futuro muito bom… A minha irmã, gosta de um vingador! Não me soa bem!
A Lin olhava atentamente para nós as duas a discutir sobre rapazes. Ela ao menos não sabia quem era aquele rapaz de um olhar, por isso não sabia se muitas raparigas gostavam dele.
-Acho que não precisam de discutir sobre isso, cada uma de vocês gosta de quem gosta, não é preciso discutir!
É nestes momentos que adoro quando a Lin interfere! Eu calo-me e a minha irmã também fecha a boquinha.
Toda aquela conversa trouxe de volta o Zang ao meu pensamento. Não era nada normal passar um dia sem o ver… Mas que saudades, dos abraços, do olhar querido dele, dos lábios que me levavam até ao mundo dele, enfim… Porque é que ele foi assim tão misterioso? Pensei que não havia segredos entre nós… Mas pelos vistos, há! E isso está a desfazer-me toda por dentro.
-Estás ai, Shelly? –Perguntou a Lin a puxar-me pelo ombro e a interromper o meu pensamento profundo que me fazia esquecer de tudo, menos dele.
-Sim… Estou. –Respondi com pouca força de vontade.
Ela suspira.
-A tua mãe já chamou para ir comer umas dez vezes! E ainda não te mexeste!
Eu alevantei-me e segui a sombra dela até a cozinha. Sentei-me no meu lugar e alguém bate á porta.
Enchi-me logo de esperança que fosse o Zang, mas quando alguém entra pela a cozinha a dentro, vejo que era o meu pai.
-Ah... És tu pai… -Suspirei.
-O que foi? É mau ver-me?
Eu sorri.
-Não sejas tolo, é claro que é sempre bom ver-te!
Ele senta-se á frente da minha irmã. A Lin sentou-se num espacinho entre mim e a minha irmã. A minha mãe que estava á minha frente começa a servir já sentada.
Pegou na colher e deitou um bocadinho de arroz no prato de cada um. Depois coloca um bife no meu prato e no da Lin. A minha irmã, a minha mãe e o meu pai comeram um ovo frito. E todos pegamos em batatas fritas.
-Meninos, hoje abusamos na comida, mas é para alegrar as coisas! Amanhã vai ser um cozidinho!
Soltei um sorriso no canto da boca. Precisava mesmo do Zang aqui para me animar a sério…
Cortei o bife aos bocadinhos e comecei a comer.
Depois de ter comido o bife todo, fiquei a fazer “cociguinhas” num restinho de batatas.
-Não queres mais, filha? –Perguntou a minha mãe preocupada.
Eu fechei os talheres em resposta de não.
Algum tempo depois, já todos tinham acabado de comer. E já era noite plena.
-Shelly, leva a Lin até a casa dela. –Disse o meu pai.
-Está bem. –Disse ao alevantar-me da cadeira.
Saímos as duas consoladas do bife.
Passamos casas e casas até chegar-mos á dela. Ela bate á porta.
-Sou eu, mãe!
Ela abre a porta e cumprimenta-me.
-A agora vais sozinha, Shelly? –Perguntou preocupada, tal e qual como a minha mãe.
-Vou. Não tenho medo nenhum! –Respondi esfregando a mão no pescoço.
-Queres dormir aqui em casa? A Lin empresta-te um pijama dela!
Eu encolho os ombros.
-Eu vou telefonar á tua mãe a dizer que vais dormir aqui! Anda, entra!
Entrei e fui com a Lin até ao quarto dela. Há muito tempo que não entrava na casa dela. O quarto não tinha mudado muito, apenas tinha uma cama nova e uma tela com a pintura de uma pessoa abstrata… Ela afinal ainda se lembra do tal rapaz, será que ele é assim tão misterioso?
-Shelly, podes dormir aqui. –Disse abrindo uma gaveta-cama que estava debaixo da cama.
-E tens algum pijama que me emprestes?
Ela aponta para a cómoda e diz:
-Escolhe ali um.
Fui logo procurar. De tantos pijamas, escolhi um branco com manchas claras azuis e roxas.
-Dorme bem! –Disse enquanto me deitava.
-Tu também! E é que bem precisas!
Eu suspiro.
A Lin volta a levantar-se e fica parada em frente da tela. Pega em tinta acrílica e completa mais uns pormenores na tela. Aí percebi que a tela tinha sido pintada por ela e cada vez mais se parecia com um rapaz. Ela estava a tentar fazer uma pintura daquele rapaz tão misterioso. E a cada retoque que ela dava, eu lembrava-me daquela noite de chuva em que ela o viu a primeira e última vez:
Estávamos as duas a caminho de volta para Konoha após uma missão em terras frias. Tínhamos as duas capas beijes com capucho.
Alguém atira um shouriken que fica espetado no chão mesmo á nossa frente. Esse alguém tinha olhos vermelhos vivos e estava a atacar-nos. Só me lembro que depois alguém o detém e foge juntamente com esse de olhos vermelhos. A pessoa que nos tinha atacado, ela consegui ver-lhe a cara e nunca disse a ninguém quem ele era para que não fosse castigado. A Lin apaixonou-se por quem a tentou matar…

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2 comentários:

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