Pesquisar neste blogue

2011-07-25

9º Capitulo até ao fim

Nono Capitulo – Todos contra uma!

Ina

O pior dia da minha vida… Era o que eu estava a viver! Tirei as minhas malas do carro dos meus pais e mal fecho a bagagem levo com um monte de fumo seguido de poeira para cima de mim.
O fumo quase que me abafava. Os meus pais arrancaram bruscamente na minha cara! Isso agora não interessa, já estou habituada a este tipo de relação!
Enfim… está na hora de entrar no maldito colégio…Ou talvez…
Nem pensei duas vezes! Peguei nas malas á tola e comecei a fugir… Mas não é que o porteiro apanha-me com uma cana de pesca!
-Onde pensas que vais menina?
Fiquei tão aborrecida! Teve mesmo que me apanhar com tal coisa, que humilhação!
-Onde arranjou essa coisa esquisita chamada cana de pesca?
-Estou prevenido contra essas alforrecas como tu!
Alforrecas?!? Ele comparou-me com uma alforreca?
-Ouça lá! Você está a chamar-me de alforreca?!!
-As meninas de cabelo comprido fazem-me lembrar uma alforreca! Não é que tenhas cara disso! Tu tens mais cara de… de quê? Já sei! De Nemo!
-Nemo?
Ele deve ter visto peixes a mais!
-Sim! O Nemo do filme que até é apanhado para um aquário e o pai procura-o! Acho-o parecido pela cor laranja!
Blá blá blá! Continua ai a falar de peixes que eu tenho mais que fazer!
Aproveitei que ele me largou para me afastar.
-Ó Nemo! Anda para lá dentro!
-NNNNEEEMMMMOOO?!?!?!?!!!!! O que você me chamou?!?!?!
Eu não acredito! Que miséria de dia… Agora o tolo do porteiro está a chamar-me de nemo pela cor do cabelo! Não é que o peixinho do filme seja bonito, mas é um PEIXE! Ainda fico com uma alcunha! Tenho que o calar de vês!
-Ora, eu chamei-te de Nemo!
Era impossível manter a minha mão direita quieta, tive mesmo que lhe acertar um soco na cara!
Já me estava a lançar para lhe acertar, até que ele muito rapidamente tira as mãos dos bolsos e (não sei como) prende-me com uma corda as mãos atrás das costas.
-Como fez isso?
Ele deitou-me em cima de uma mala comprida de rodas, ou melhor, preparava-se para me humilhar!
-Eu sei que pareço um palerma mas não sou…
Isso deixou-me a pensar, até me distraí do que estava a acontecer: ele estava a levar-me amarrada em cima duma mala e estávamos a passar por um corredor carregadíssimo de pessoas a rirem-se de mim!
-Espere ai! Você é um ninja?
Ele acenou que sim.
Ele corta a corda, alevanto-me e pego nas minhas malas.
-Vai lá! Menina Nemo!
Que estúpido!
Talvez um segundo depois alguém bate á porta.
-Entre!
Á porta estava uma multidão enorme de gente do colégio.
-Tu és nova aqui! O que se passou para o porteiro te ter trazido para o quarto amarrada? Parece que és uma novata muito malvada! Mas olha que nós somos piores!
Isto começa mal! Já vou ter sarilhos, o que vai ser de mim?
-Saiam do meu quarto! Já!
Passei-me dos carretos! Já aturei o suficiente por hoje.
-Uih! Olha ela a esticar-se! Deixa-te estar, hoje á noite ás nove horas tens que estar no pavilhão e todos os que estão aqui também irão estar!
-Para quê?
-Tens que ir para saber…
Odeio mistérios, se calhar até nem apareço… Espera aí! Estou a deixar-me levar pela onda deles! Eu vou! Se por acaso aquilo for para me humilhar nem sei o que lhes faço!
-Vá! Saiam todos daqui já!
Eles começaram a sair, empurrei-os e bati a porta com um enorme estrondo.
Mas que serão as minhas companheiras de quarto?
Só sei que naquele momento deitei-me na cama a chorar… Maldito colégio!
Ninguém entrou no quarto até a hora de jantar, estive sozinha o dia todo fechada no quarto a chorar e a arrumar as minhas malas. Vesti o uniforme e fui até a cantina.
Mal abri a porta da cantina foi logo atingida pela conversa.
-A novata chegou!
Disse o mesmo rapaz que acompanhava a multidão que tinha ido ao meu quarto.
-Tu muito gostas de me chatear!
Era mesmo insuportável! Ignorei-o, peguei num tabuleiro e sentei-me numa mesa sozinha. O rapaz e os amiguinhos foram logo sentar-se ao meu redor.
Fiz de conta que nada se passava, apenas comi e fui á minha vida enquanto eles apenas conversavam entre eles e antes que me metessem ao barulho.
-Não te esqueças! Ás nove no pavilhão!
Arrumei e fui procurar o pavilhão para dar uma vista de olhos.
Entrei no pavilhão e estava vazio, apenas tinha uns bancos juntos á parede.
Apetecia-me mesmo ir a correr para uma cabine telefónica e pedir a konoha para me resgatar, mas onde é que eu tinha dinheiro para isso?
Fiquei sentada lá uma hora, mal o sino tocou as nove horas as portas abriram-se e eles começaram a entrar.
O mesmo rapaz de sempre pegou num microfone e disse:
-Boa noite a todos! Hoje vamos dar as boas vindas á novata, mas… com um tipo de praxe!
Praxe? Como nas universidades? Isto é um colégio de doidos! Mas o que é que virá aí!
Continuou a falar:
-Agradecia que a novata apresente-se aqui ao meu lado!
Que sorte a minha! Ainda por cima ligaram um holofote para mim e que remédio o meu senão me levantar até a beira dele.
-Bem mandada! Agora, os do décimo ano venham para cá para baixo!
Deixa-me adivinhar, é habitual os de décimo ano em todas as escolas se meterem em lutas e assim…
Ele afasta o microfone da boca dele e diz-me:
-Boa sorte a lutar com estes meninos!
-Não preciso de sorte!
-Então? De um milagre? Nunca ninguém os venceu!
-Isso é porque têm medo deles!
Ele encolheu os ombros e retirou-se para os bancos.
Uma dos do décimo ano aproxima-se de mim e diz:
-Tens alguma especialidade em luta?
-Não.
-Vais precisar!
-Não, não vou!
Aumentei o tom de voz e continuei:
-Eu quero lutar com todos ao mesmo tempo! Não estou para perder tempo!
Espero bem que o meu Jutso especial funcione neste momento senão vou ter que suar bem!
-Tu estás doida?
-Foi o que eu disse! Todos contra mim! Vá!
Eles olharam entre si e encolheram os ombros. Começaram a correr na minha direção, ainda bem! Está tudo a correr bem para já!
Preparei-me e comecei a fazer os selos do meu Jutso.
-Ela é uma ninja! Cuidado! –Gritou a rapariga.
Eles continuaram a correr na mesma. Retirei a minha fita ninja do bolso e atei-a em volta do abdómen e refiz o selo que tinha sido interrompido.
Nas minhas mão forma-se uma bola de água com eletricidade, a bola divide-se em muitas outras que crescem e atingem todos de uma vez.
Caíram todos já inconscientes ao chão. Ficar inconsciente fazia parte do Jutso e foi o que aconteceu. Funcionou!
Todos ficaram admirados com o meu jutso, virei costas e saí do pavilhão. Fui me deitar.

3 comentários:

  1. Esta fixe estou ansiosa pelo proximo capitulo^^

    Bjinhos :3

    ResponderEliminar
  2. Adorei. QUero mesmo muito ler o proximo capiu«tulo! estou ansiosa. Beijo.

    Catarina

    ResponderEliminar

Ao comentar estás a ajudar este blog, é um pequeno gesto que dá mais vida ao blog e com certeza me deixará feliz! :)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...