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2011-10-19

4º Capitulo fanc. Sora

Quarto capitulo – Beijando-o

Estava super cansada de procurar o Sai por todo o lado, será que eu devia ter ouvido o que o Kakashi-sensei disse? Será que eu percebi mal o sinal de me pôr a andar?
Encostei-me á parede, o leopardo sentou-se virado para mim. Ficou quieto sempre a olhar-me, até incomodava.
De repente, uma pedrinha que estava á frente dele começou a saltar, a parede a que eu estava encostada começou a tremer.
Levantei-me e afastei-me para não morrer ali como um panado.
Pouco depois tudo parou de abanar, parecia um terramoto, ou o impacto de uma explosão.
O leopardo parecia calmo e confiante em mim. Agachei-me ao lado dele e passei a minha mão pelo dorso dele, coisa que estes felinos adoram.
Devia haver algo do outro lado da parede, aproximei-me e encostei o ouvido.
Ouviam-se vozes muito distorcidas. Começaram a cair-me pedras na cabeça, tudo estava a tremer novamente, coisa que só durou uns cinco segundos.
Procurei uma entrada, andei á volta e reparei que o que aquilo era tinha forma redonda com um bom diâmetro. Escalei até ao cimo, tinha um arbusto pequeno no centro, fui até lá sempre com passos cuidadosos (sabia-se lá quando aquilo ia cair), mexi no arbusto e vi que ele estava solto. Puxei-o e vi que ele estava ali de propósito para tapar um buraco que era a entrada para aquilo.
Espreitei pelo buraco, de antes estar lá fora na luminosidade demorou até os meus olhos
adaptarem-se á escuridão para conseguir ver alguma coisa.
Quando comecei a ver melhor para lá dentro, vi antigos membros da ANBU, não podiam continuar a ser membros depois de mandarem acabar com aquilo.
Com o meu pequeno movimento algumas pedras e grãos de terra caíram para lá dentro, sorte a minha que logo depois começou novamente a tremer o chão.
1, 2, 3.
Desta vez contei quanto durou, foram apenas três segundos.
Comecei a duvidar se não eram explosões, era um bocado estranho ser terramotos levezinhos e assim tantas vezes e ainda por cima onde estou.
Levantei a cabeça e olhei á minha volta, vi umas serpentes gigantes no ar a lutar com o Gamabunta, mas estavam muito longe, de onde estava pareciam formigas.
As serpentes pareciam estar a enterrar-se, era isso que fazia os terramotos, e depois saíam disparadas da terra atacando o sapo.
Não me podia distrair muito com aqueles gigantes, voltei a olhar para lá dentro, e entretanto deu-se um terramoto um pouco mais forte que me fez cair para dentro do buraco.
Tive mesmo que cair no meio deles. Estavam para aí uns sete, e um deles devia ser o Sai.
-Ora, ora… Um intruso… -Disse um deles com a máscara de gato.
Fiquei um pouco aflita, não era normal eu ficar assim, pensei um pouco e tentei descontrair.
A única maneira de saber se o Sai-san ali estava era arrancar as máscaras a eles todos.
Enquanto pensava nisso, o leopardo saltou para trás de mim, ele não tinha caído juntamente comigo.
-Já sei! –Pensei.
Subi para cima dele e agarrei-o de maneira que desse para lhe puxar a pele em sítios diferentes para o conduzir.
Começou a correr á roda, por cada membro que passava eu estendia a mão e arrancava-lhe a máscara, os últimos já não caíram no que eu estava a fazer, afastaram-se e parei o leopardo no mesmo sitio onde cai, ou seja, no centro.
Dos que já estavam sem máscara, eu não conhecia ninguém. Um dos que ainda tinha estava a afastar-se demais para o meu gosto.
Corri com o chackra concentrado nos pés para chegar á beira dele num abrir e piscar de olhos prevenindo que ele se defenda.
Estiquei os braços para lhe arrancar a máscara, mas ele estava a agarrá-la com as mãos.
Mal a agarrei puxei-a bruscamente.
-Eu sabia! –Exclamei vendo a cara do Sai.
Agarrei-o com as mãos atrás das costas, os outros atacavam-se mas eu conseguia defender-me enquanto o fazia e o leopardo ajudava-me.
-Diz-me uma boa saída daqui, senão morres estrangulado! –Gritei para o Sai.
Ele indicou um caminho escuro, só me bastava confiar nele, não tinha nenhumas razões para confiar, mas senti que o devia fazer.
O caminho era escuro, eu corria e quase que o levava de rastos, e o leopardo corria atrás de nós, comecei a ver uma luz ao fundo.
Corri ainda mais depressa.
-Para! –Gritou o Sai. –Isso é uma arriba!
No momento em que ele disse arriba já não sentia o chão.
Caímos ao mar, nunca o larguei, mantive a minha mão nas dele.
O leopardo odiava a água, foi o primeiro a chegar á areia.
Levei o Sai ás costas, apesar de ele bem poder andar pelo seu pé, mas eu estava a aproveitar-me de não o poder largar.
Atirei-o para a areia (como quando atirava a mochila para o chão mal entrava em casa).
Coloquei a ponta do meu pé sobre o pescoço dele, não fiz pressão, apenas embarrei, mas era um aviso caso ele não colaborasse.
-Eu sei que tu não gostas de falar… Vais ter de me contar tudo o que estavas a fazer!
-É segredo.
-Ai não, não é! -Comecei a apertar um pouco.
Ele estava todo esticado, tinha os braços para cima e as pernas pouco afastadas, olhava-me como um peluche (sem expressão).
Baixei-me de joelhos perpendicularmente a ele e invés de o ameaçar com o meu pé, coloquei a minha mão.
-Tu não sabes quanto isto pode doer. –Tentei meter medo, acho eu que foi sem sucesso. –Conta-me…
Aproximei a minha face da dele, retirei (tipo) um comprimido da minha bolsa de cinta e coloquei-o na minha boca.
Atravessei-me por cima dele, ficou no meio das minhas pernas
Ele olhava-me sempre calado e um pouco aflito.
Passei a minha mão sob a cara dele delicadamente, aproximei-me ainda mais, colei a minha testa na dele e olhei-o diretamente com um ar ameaçador.
Juntei os meus lábios aos dele, mantive os olhos abertos. Ele fechou os olhos e já estava a suar com uma certa angústia.
O comprimido não era para mim, mas sim para ele. O beijo era só um entretenimento e uma maneira de lhe fazer engoli-lo. Passei-o da minha boca para a dele antes que fizesse efeito em mim.
Continuei o beijo até ter a certeza que ele o engolia. Larguei os lábios dele mas permaneci á mesma distância á espera que ele abrisse os olhos para o encarar.
Sentia a respiração acelerada dele na minha face, desci a minha mão que se encontrava na face dele até o seu coração, também tinha um ritmo acelerado.
Fiquei mordendo o meu lábio para não ter de sorrir, retirei a minha mão dele.
Levantei-me e com a minha mão no coração, olhando o mar… Disse num tom baixo que ele conseguiu ouvir:
-Eu sabia… Era impossível…
Estava a referir-me do facto de ele ser muito sarcástico.
Virei-me para trás, ele tinha os olhos pouco abertos, parecia anestesiado.
-Daqui a dois minutinhos isso faz efeito… -Disse para mim mesma.
O comprimido que lhe passei faz com que a pessoa que o tome ficar como os bêbados, perde a consciência do que está a dizer, em muitos casos funciona como comprimido da verdade…
Esperei um pouco, depois sentei-me á beira dele que ainda permanecia esticado como um pau.
-Diz-me, o que estavas a fazer? –Perguntei.
Ele começou a abrir um pouco os olhos, começou a chuchar o dedo e disse:
-Estava… ‘Stava… ‘Tava a falar da Akatsuki…
Parou de falar.
-O quê? –Voltei a pegar na conversa.
-Elesss… queriam que… me juntassssse…a eles… e á akatssuki…
-Porquê?
-Querem… vingarsssee… de o Kage tê-lossss… tratado como lixxxo…e acabar… com a ANBU…
-Falaste mais alguma coisa?
-Não.
-Qual é a tua missão? Aquilo que me disseste ontem.
-A minha missão…? É… é…
-Diz.
Coloquei a cabeça dele sobre as minhas pernas, mexi-lhe delicadamente no cabelo ainda molhado. Encostei a minha outra mão á face dele.
-Missão…
Ele adormeceu, não o quis acordar…
Fiquei com ele a dormir com a cabeça sobre as minhas pernas ao magnifico pôr do Sol…
Dava tudo para ter mais dias bonitos como este… Sim… eu sei… estou lamechas… mas é tudo tão bonito quando se é assim…

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