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2011-10-21

6º Capitulo fanc. Sora

[A viagem de Sora traz novidades...]

Sexto capitulo – Contando tudo

Depois da Sakura ter ido falar com o Naruto, nesse dia, nunca mais a vi.
De manhã cedo acordei cheia de curiosidade, mas eu já tinha coisas para fazer… Naquele dia eu ia até o país dos meus avós.
Eles vivem no país do gelo, e são quem o governa. De vez em quando vou lá.
Preparei uma malinha pequenina para a viagem, lá eles recebiam-me com o maior luxo possível, coisa que eu não sou muito habituada até me sinto desconfortável só de estar á beira deles.
Eles são ricos, e eu sou pobre, sou do lado materno, quem vai herdar tudo é o meu primo, já que é rapaz e está habituado àquela vida de luxo.
Fui até aos portões de Konoha, lá estava uma carrinha mandada pelos meus avós para vir-me buscar.
Enquanto entrava ouvi alguém dizer:
-Espera aí! –Era o Sai.
-O que foi? –Perguntei.
Já estava toda feliz a pensar que ele não queria que eu fosse, mas…
-Falto eu! Vão em missão sem mim?
Ele pensava mesmo que eu ia para missão…!
-Não, seu tolo! Vou até a casa dos meus avós!
Ele ficou embaraçado, mesmo quando ele estava a querer dar um passo para trás puxei-o pela gola da camisola e dei-lhe um beijo na cara, e disse:
-Xau!
Fechei a porta e acenei-lhe piscando-lhe um olho já com a carrinha a arrancar.
Passei este mês todo a tentar fazer com que ele percebesse o que eu sinto… mas ele parece ter cabeça de pedra… Nota-se que não percebe nada… Só se apercebe dos outros rapidamente.
Fui na carrinha até o aeroporto, depois fui de avião.
O caminho foi longo, tive que atravessar todo o país do fogo e fui até ao centro do pais do gelo.
Quando cheguei já era noite, as estrelas eram milhares pelo céu, significa que vai estar bom tempo, ao contrário de Konoha que lá está a nevar.
Engraçado que estes dois países andam sempre ao contrário no que se diz á meteorologia, no pais do gelo só há um mês de sol, o resto é tudo dias de chuva e neve.
Um táxi estava á minha espera, entrei e ele arrancou.
Estava na cidade, é tão diferente de onde eu vivo… As ruas estavam repletas de luzinhas por todo o lado, postes de luz e até mesmo arranha-céus todos iluminados.
A maravilha era enorme, sentia-me noutro mundo…
Cheguei a uma mansão com portões de ouro, o porteiro carregou num botão para eles se abrirem.
O táxi entrou e percorrendo um longo caminho até a casa, deixou-me á beira da entrada da frente, que eram duas portas enormes, a casa tinha três andares.
Eu acho que aquilo era abuso… de tudo…! Não era preciso tanto!
Abri a porta, tinha de atravessar um enorme corredor de ouro com um tapete vermelho longo, ainda havia umas enormes escadas para cada andar, e se eu preferisse podia ir pelo elevador.
Subi os degraus até o segundo andar. Fui até a sala, é onde os meus avós ficam á minha espera.
Bati á porta, ouvi o meu avô a dizer que podia entrar.
Entrei e fui apanhada desprevenida por um abraço da minha avó, daqueles… (qual é a palavra? Ah já sei!) Esmagadores!
Dei-lhe dois beijinhos, e depois dei outros dois ao meu avô.
-Estás diferente… -Disse a minha ‘vó olhando-me de cima a baixo.
-O cabelo cresceu… -Respondi.
-Não… Está a ficar escuro o teu cabelo… -Continuou.
Olhei o meu reflexo no chão, não me parecia mais escuro.
-Querida, já tens a tua roupa pronta, está no teu quarto. Vai vesti-la para depois irmos jantar.
Oh não! Aquela roupa!
Fui até o meu quarto daquela mansão, e estava um vestido em tons de azul até aos pés como os das princesas todo esticado em cima da cama.
Engoli a seco enquanto pegava nele.
Tive que o vestir, não tinha alternativa nenhuma, eles não gostam da minha roupa, chamam-na “roupa de plebeu”.
Enfiei-me dentro daquele vestido, vi-me ao espelho e apetecia-me vomitar…
Chamei a empregada para me apertar o feche.
Depois, tinha uns sapatos brancos de salto alto. Calcei-os.
Comecei a andar… ou melhor… a cambalear.
Era pior que andar de patins, não conseguia ajeitar-me em cima daquilo por nada deste mundo.
Fui até as escadas, podia ir de elevador mas não gosto, abracei-me bem ao corrimão e demorei tempos infinitos a descer as escadas todas.
Fui até a sala de jantar, uma das maiores divisões da mansão.
Estavam lá ainda em pé atrás da respetiva cadeira á minha espera, os meus primos, os meus avós, e os meus tios. Toda a gente da minha família que vivia naquele país estava lá.
Fui até a única cadeira que estava de vago, era para mim, no lugarzinho á beira da minha prima Amie.
A enorme mesa estava repleta da comida de uma ponta á outra, “tudo do melhor e do mais caro”, como os meus avós costumam dizer.
Não me estava a cheirar bem de toda a gente estar lá, sempre que vou apenas janto com os meus avós, as raparigas todas com vestidos extremamente caros como se via, os rapazes com fatos do melhor que há.
Espero bem que não queiram fazer um baile ou algo assim, não gosto nada de vir aqui só por o luxo extremo… o que fará por o baile…!!!
-Com licença. –Levantei-me e saí da sala.
Nem sei bem as regras de etiqueta, sinto-me uma formiga no meio daquilo tudo, retirei-me e acho que não devia ter feito isso. Mas ninguém morre! Então deixem-me estar!
Fui até o telefona da biblioteca da mansão e telefonei para a hokage Tsunade-sama.
-Estou, Tsunade-sama?
-Sim.
-Fala a Sora, quero encomendar uma missão o mais rápido possível…
-Uma missão?
-Mande-me o Sai para cá ainda hoje, sei lá, num avião a jato, qualquer coisa que chegue ainda hoje!
-O Sai??? Para quê? Podes pagar assim tanto???
-Não me interessa! Já sei! Ele que faça um Jutso de teletransporte! Por favor!
-Isso é uma técnica proibida.
-Por favor, é urgente! Mesmo!
-Está bem… Eu vou chamá-lo. Até já.
-Obrigada…
Desliguei o telefone e voltei para o banquete.
Todos estranharam a minha saída e acharam-me mal educada. Ainda ouvi a minha tia dizer para o meu tio:
-Eu bem disse que ela não pode herdar o poder dos avós…!
-Que mal educada! A quem ela saiu?
Todos murmuravam sobre mim, senti-me desconfortável ao máximo, a aflição correu por mim acima, queria enfiar-me num buraco.
Nem comi mais, fiquei á espera que eles acabassem de comer.
-Peço a todos a vossa atenção. –Disse o meu avô levantando-se. –Hoje é um dia especial, há um convidado que ainda não chegou… Ele será o futuro marido da minha querida neta Sora!
-O quê???!!! –Gritei.
Pararam todos de bater palma quando eu espetei um soco daqueles em cima da mesa.
-Foi para isto que me chamaram?!? Fique sabendo que não me vou casar com ele! Nem depois de morta!
Toda a gente ficou espantada com a minha atitude, alguns até estavam a ter medo.
-Sora… -Suspirou a minha avó.
Ia levantar-me mas ela agarrou-me pelo braço.
-Pelo menos vais conhecer o rapaz… talvez mudes de ideias…
-Não avó! Eu já tenho um namorado! –Gritei da boca para fora.
Todos ficaram surpresos, os meus avós ficaram pálidos e de olhos arregalados para mim.
-Quem ele é? –Perguntou o meu avô.
-Ele vem aí…
Ele sentou-se e depois de se fazer silêncio disse:
-Quero saber quem ele é, depois vejo o que vou dizer ao outro rapaz…
Acabei de lançar uma grande mentira, disse que tinha namorado e não tenho, ainda por cima disse que vinha aí, e quem vem é o Sai, eu já estava a desconfiar do que ia acontecer… tanta gente muito bem vestida… Por isso telefonei a Tsunade-sama para ele vir, não sei porquê… mas sinto muito a falta dele… Apetece-me abraçá-lo… Estar com ele… Foi a única pessoa que nunca me insultou ou disse mal de mim á minha frente…
Por isso eu o chamei, tomei uma decisão muito importante, vou explicar bem explicadinho na cara dele o que sinto.
-Eu quero ver… -Começou a resmungar baixo o meu avô.
Indignada levantei-me bruscamente e saí da sala.
Fui até o meu quarto á janela ver se o Sai já tinha chegado, abri-a e ele estava meio perdido no jardim.
-Aqui Sai! –Chamei.
Ele olhou para cima e trepou pelas paredes até a janela onde eu estava.
-Finalmente… -Suspirei abraçando-o já com uma lágrima a cair-me dos olhos.
-O que foi? –Ele estava com um tom preocupado.
Olhei-o nos olhos, ele viu que eu estava a chorar.
Estava prestes a abrir a boca para lhe dizer o que sinto, mas tanto eu como ele aproximámo-nos lentamente.
Estava nos braços dele, tão perto de um beijo… Só de sentir a respiração dele na minha cara fazia-me ficar doida…
O momento que eu sempre tanto quis aconteceu, os meus lábios tocaram nos dele pela segunda vez, desta vez não lhe ia aplicar nenhum comprimido…!
Enquanto o beijava, passei-lhe a minha mão pela cara dele.
Sentia-me tão mágica… Ele é com quem eu quero estar.

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