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2011-10-22

7º Capitulo fanc. Sora

[Não foi desta que o Sai apanhou...] 
 
Sétimo capitulo – Baile
Sora- Fui eu que fiz^^

O beijo estava a ser interminável, até que recuei para trás e fiquei a olhar a cara de surpreendido dele.
Entretanto bateram á porta.
-Quem é? –Perguntei.
-Estamos á tua espera… -Era o meu avô.
Depois disso não falou mais nada, sentei-me na beira da cama e disse:
-Sai, preciso que me faças um favor. É que…Os meus avós queriam me casar com um rapaz que ainda nem sei quem é… E eu disse que não podia, porque tinha namorado… Pensei em ti quando disse isso…
-Ah… Está bem. Eu faço isso.
-Obrigada. Só tens é que mudar de roupas, eu vou buscar um fato para ti, espera aí.
Fui até ao quarto das roupas, estava cheiinho de todo o tipo de roupa, ainda bem, porque assim o meu avô não reconhece o fato no Sai.
Peguei num vulgar, apenas preto, devia ser do meu primo. Fui até o meu quarto ter com o Sai.
-Está aqui.
Dei-lhe o fato para a mão, e meia distraída deixei-me estar.
-Ah. Eu vou para o corredor.
Fiquei sentada no chão encostada á parede á espera dele, pouco depois a porta abre-se.
Ele estava mais bonito do que nunca, o fato ficava-lhe mesmo bem.
-Vamos? –Perguntou sorrindo.
Fiquei toda contente, levantei-me e fui com ele ter com os meus avós.
-Então é esse o rapaz… Parece pálido… -Ele estava a tirar-lhe o talho de cima a baixo, como faz sempre que conhece alguém.
Cumprimentaram-se. Eu estava cheia de nervos, se ele não gostasse do Sai? Só me iria arranjar dores de cabeça de tanto pensar em contrariar o meu avô.
Toda a gente que lá estava, incluindo eu e o Sai, fomos para um salão onde costumavam ser os bailes.
Estava lá uma banda de música clássica e começou a tocar harmoniosamente.
Sentei-me no sofá do fundo do salão e o Sai foi ter comigo.
-Achas que está a correr bem? –Perguntei.
-Sei lá, o teu avô é muito transparente, não dá para perceber o que ele pensa.
Inspirei e expirei muito ar para tentar relaxar, eu estava a suar de nervos.
Passei todo o baile sentada no sofá, enquanto o Sai estava a ter a atenção máxima das outras raparigas, ele estava a fazer-me companhia mas depois apareceu umas vadias e convenceram-no a ir com elas dançar.
-Tanta pessoa que há no mundo e teve que me calhar um idiota como este? –Pensei para mim mesma.
No momento que lhe pedi para fazer de meu namorado, aposto tudo o que tenho como ele pensou que o beijo tinha sido a brincar!
Ninguém ia ter comigo para me fazer companhia, só quando o meu avô pediu a atenção de todos dizendo que eu e o Sai iriamos dançar é que alguém olhou para mim.
Tive que me levantar e fui ter com ele que estava a bailar com uma rapariga qualquer.
-Saí daqui! –Empurrei a rapariga para fora dos braços dele e agarrei-o.
As pessoas deram espaço, estávamos a ser o centro de todas as atenções.
Sorri para ele porque estava feliz, mas ele sorriu e estava a suar da testa, forçou o sorriso.
Fiquei indignada, mas não o mostrei, continuei sorrindo e dançar com ele.
Coisa rara que acontecia era eu tocar os dedos dele, naquele momento estava tocando as mãos dele…
Depois de nós, as pessoas agarraram-se a dançar também e deixamos de ser o centro.
Uma rapariga tentou tirá-lo das minhas mãos, eu deixei, mas prendi-lhe o vestido no feche de outro vestido duma que estava a bailar á minha beira.
Começou a puxar o vestido e ela ficou apenas com os folhos transparentes. Toda envergonhada começou a correr, eu fiz um riso endiabrado e ela ao passar por mim de certeza que entendeu a mensagem: “Não te metas comigo!”.
O Sai ficou a rir-se às gargalhadas, mas sempre tapando a boca e a dar nas vistas o menos possível.
Virei costas, peguei num copo de champanhe e sentei-me no sofá.
O meu primo foi ter comigo, ele chama-se Tsumi.
-Essa foi de má, envergonhas-te a rapariga.
Sentou-se ao meu lado.
-Mereceu. –Respondi.
-Costumas beber?
-Só em ocasiões especiais.
Ele riu-se.
-O que foi? –Perguntei.
-Ele é mesmo teu namorado?
Eu era muito chegada ao meu primo, não guardo nenhuma raiva dele ser o herdeiro, pelo contrário, ele até me faz um favor, eu não quero herdar nada!
-Como sabes que não é?
-Tanta pergunta. Sei porque se fosse mesmo teu namorado não te deixava aqui sozinha nem ia meter-se com outras raparigas, certo?
-Não sei… Eu gosto dele, só que já lhe disse na cara… mais ou menos… que gosto dele, e ainda não percebeu isso.
-Lento a mais, ou não gosta de ti.
-A sério… Nunca pensei nisso… Ele sempre foi muito sarcástico, sempre com o seu espaço… Agora quer chegar-se de toda a gente… Eu nem sei o que te diga…
Ele ficou pensativo, pouco depois disse:
-O avô não te vai obrigar a casar com ninguém se não quiseres.
-É claro que não.
A única companhia de jeito que tive durante a festa foi o meu primo, no fim de toda a gente ter-se ido embora o meu avô arranjou um quarto para o Sai.
Avisei-o que partiria já no dia seguinte pela manhã cedo, ele ficou surpreso mas deixou-me ir.

1 comentário:

  1. Está optimo...assim como todos os outros capitulos. ^^

    Catarina

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