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2011-10-24

9º Capitulo fanc. Sora

Nono capitulo – Finalmente… um sonho tornado realidade (Mega capitulo)

Estávamos todos sentados no chão depois de lutar uns com os outros, esperávamos ansiosamente o que o sensei ia dizer.
Nunca mais falava nada… Nós até começávamos a tremer…
-Vamos ficar a olhar uns para os outros? –Resmunguei.
-Não, eu estou a pensar o que hei-de dizer das vossas lutas… -Respondeu o sensei.
Pensou mais um bocadinho e depois disse:
-Vocês não lutaram nada, tanto vocês treinam e lutam assim? Mas eu estava a avaliar, pedi para lutar para ver quem vai virar chunnin.
-O quê??? –Gritei. –A sério?
-Devia ter-nos avisado, nós lutamos como amigos! –Disse a Sakura.
-Ainda assim eu ganhei! Vou virar chunnin! –Respondi toda empolgada.
-Tu é que não vais de certeza. –Comentou o Sensei.
-O quê??? –Fiquei apavorada.
Afastei-me deles e virei-me de costas, e resmunguei:
-Que injusto!
Eles ficaram a rir-se de mim.
-Então que vai? –Perguntou o Naruto. –Eu?
-Junta-te á Sora. –Disse o sensei.
Acabou por ter a mesma reação que eu, sentou-se á minha beira.
-Sou eu? –Perguntou a Sakura.
-Sim. Sora, eu estava a brincar contigo, tu também conseguiste.
-E eu, também estava a brincar? –Disse o Naruto todo contente.
-Felizmente tu não. –Respondeu o sensei.
-Como? Eu lutei melhor que a Sakura! Como pode ser?
-Ela sabe técnicas de medicina, altamente boas para virar chunnin.
-Eu tenho o rasengan!
O Naruto ficou destroçado por ouvir tal coisa. O Sai foi o único que não foi avaliado, pois ele apenas se juntou á nossa equipa e não é aluno do Kakashi-sensei, e além disso já possui um nível muito elevado.
Fiquei super contente por virar chunnin.
-Ás seis da tarde quero que vocês as duas venham ter ao escritório da Hokage.
O Sensei retirou-se dizendo aquilo, eu e a Sakura ficámos todas contentes aos saltinhos.
Só faltava uma hora para as seis.
-Parabéns. –Disse o Sai para nós.
-Sim… Parabéns. –Disse o Naruto.
-Obrigada. –Respondi ao mesmo tempo que a Sakura.
Ela abraçou o Naruto e disse:
-Não tens de ficar triste, és um excelente ninja para mim.
-Ele é desajeitado mas consegue sempre resolver tudo, por isso é um grande ninja. –Intrometeu-se o Sai.
Puxei-o pelo braço e sussurrei-lhe:
-Não te metas no meio, deixa-os estar.
-Não sei qual é o mal.
-Tu não sabes nada, como sempre…!
Virei costas e fui até o local onde costumo treinar sozinha.
Com uma kunai fiz uma cruz numa árvore, afastei-me muito e peguei em três shurikens e atirei-os para a árvore.
Corri com o chackra concentrado nos pés e subi até ao topo da árvore, depois saltei e verifiquei se tinha acertado.
Um deles estava mesmo na cruz certinho.
Arranquei-os e virei-me para trás para fazer mais uma tentativa. Vi o Sai ao longe a passar na rua, atirei-lhe com os três shurikens.
Chegaram até ele num abrir e fechar de olhos, ele apanhou-os só com uma mão.
Fiquei toda chateada, ele parou de caminhar e olhou para mim.
Eu estava de braços cruzados a olhar com má cara para ele. Virou o corpo e caminhou devagar na minha direção.
-Toma lá.
Ele entregou-me os shurikens gentilmente.
-Ob-brigad-da… -Não acredito que estou outra vez a gaguejar.
Mal os entregou começou logo a caminhar de volta para a rua.
-Sai! –Chamei-o.
Ele parou de caminhar e olhou para trás.
Eu tinha as mãos em punho no meu queixo, chamei-o porque apenas queria que ele ficasse um bocadinho comigo, e lembrei-me do beijo.
-Lembras-te de ontem?
-Sim, eu não aceitei como missão, fui como amigo. –Disse fazendo o sinal de paz.
-Não, eu já sabia disso… Eu estou a falar do beijo… fi-lo porque não foi a fingir… porque eu gosto de ti… é desta que entendeste?
Ele virou a cara para a frente. Fez-se silêncio, um silêncio duro para mim, não sabia a reação dele.
Estava aflita, com lágrimas a correr-me pela face abaixo.
-Sai? –Ele não falava nada.
Virou-se para trás e limpando-me as lágrimas deu-me um beijo na boca.
Abracei-o enquanto o beijo durava. O momento finalmente ficou esclarecido… Desde que o conheci fiquei dando sinais e só lhe dizendo na cara é que ele se apercebeu… Só ao terceiro beijo…
Agora posso mesmo dizer que ele é meu namorado, finalmente!
Depois do beijo fiquei abraçando-o, continuávamos bem perto um do outro. Ele permanecia com os olhos fechados com a respiração alterada. Sentia o coração dele no meu peito, tanto o meu como o dele batia mais que nunca.
-Eu tenho que ir… -Disse afastando-se um pouco de mim.
Fiquei paralisada a olhar para ele enquanto ia embora, ainda meia descontrolada. Toquei com a mão no coração, ele continuava a bater fortemente.
Sorri e suspirei:
-Desta vez entendeu…
Depois de ficar paralisada, lembrei-me que tinha de ir ter com a hokage.
Corri até o escritório dela, a Sakura já lá estava á minha espera.
-Demoras-te. –Comentou. –Estás com cara de chorar…
-De felicidade… -Suspirei.
A Hokage levantou-se e disse:
-Já são oficialmente chunnins. Alguma de vocês quer um colete?
-Eu quero. –Disse a Sakura.
-Deixe estar, eu não quero. –Respondi.
A Sakura pegando no colete disse:
-Gostava muito de virar sensei.
-Sensei? –Fiquei surpreendida.
Ela olhou para mim sorrindo.
-Vais deixar de fazer missões connosco? –Continuei.
A Tsunade-sama foi á secretária ver uns papéis e quando encontrou o que queria disse:
-Só dá para o próximo ano, pode ser?
-Sim, até tenho tempo para me despedir. –Respondeu a Sakura.
_ _ _(passado algum tempo)

Cheguei a casa, o telefone estava a fazer “Bip” de cinco em cinco segundos.
Fui lá ver o que tinha, e vi que o meu primo tentou ligar umas cinco vezes.
Peguei no telefone e digitei o número dele.
-Estou? –Perguntou o meu primo.
-Fala a Sora, tentas-te ligar?
-Sim, deixas-te ficar na casa dos avós uma bolsa, queres que a leve ou vens buscá-la?
-Eu vou ai. Amanhã de amanhã já devo aí estar, aproveito e dou uma volta.
-Prontos, estarei á espera. Xau.
-Xau.
Ainda era cedo para ir já ao restaurante jantar. Fui até o meu quarto e estendi-me por cima da cama.
Fiquei olhando o teto enquanto me lembrava do beijo… com o Sai…
Encolhi as pernas e fiquei com os joelhos encostados á barriga, deitei-me para o lado.
Senti a mente cada vez mais leve, e a cada vez que fechava os olhos, sabia-me lindamente.
Fechei-os por mais tempo… acabei por adormecer por cima do edredão e com a roupa do dia-a-dia.
 De manhã acordei tarde, já eram dez e meia da manhã.
Quando voltei á consciência apercebi-me que tinha adormecido sem nada no estômago, e ainda por cima sem o pijama nem lavar os dentes nem nada.
Sentei-me na beira da cama, dei uma espreguiçadela, fui até a janela e afastando a cortina vi que a neve tinha derretido.
O dia estava perigoso para andar lá fora, o chão estava coberto de gelo e dava bem para desencabar uma perna.
Calcei as minhas botas e fui até uma confeitaria para comprar pão.
Entrei lá dentro e estavam o Kiba e o Shikamaru sentados numa mesa.
-Olha-olha, vocês também estão aqui… -Comentei.
-Mostra-me o teu braço. –Disse o Kiba.
Fiquei com receio mas entendi-o na mesma á frente dele.
-Caramba! Tu não tens frio? Não estás arrepiada!
-Não, não tenho frio. –Respondi.
-Já reparaste que tu repetes sempre duas vezes a palavra de cada frase? –Comentou o Shikamaru.
-Não, não reparei. –Tapei a boca logo que apercebi que era verdade.
Ele encolheu os braços e o Kiba riu-se.
-O Akamaru? –Perguntei.
-Ele constipou-se, não pode andar muito fora de casa.
Entretanto chegou a minha vez de ser atendida.
-Um pão, se faz favor.
-Só um?
-Sim.
Ouvi uns risinhos por trás de mim, olhei e o Kiba disse:
-Não tens vergonha de vir comprar só um pão?
-Só preciso de um.
Ela entregou-me uma saca de papel com o pão lá dentro.
-Fiquem rindo-se por aí. Já vou para casa. –Disse para eles os dois.
-Chau! –Disseram os dois.
Saí da confeitaria e voltei para casa. Abri o frigorífico e tirei o fiambre.
Fiz uma sandes de fiambre e comi.
Sentei-me no sofá enquanto comia, liguei a televisão… Não estava a dar nada de jeito!
Levantei-me e liguei a consola de jogos que os meus avós deram-me no aniversário.
Apareceu uma imagem com a marca dela e demorou a ligar-se.
            Como é que isto funciona?!
Apanhei um susto quando a tampa dela saltou. Olhei para o ecrã e dizia “insira um disco”, peguei no cd dum jogo que dizia “Burnout Paradise”.
            O que vai sair daqui?!?
Começaram a aparecer imagens de carros, depois de escolher um, o jogo começou numa cidade.
Não demorou muito até eu perceber como aquilo funcionava, era raro eu jogar naquilo.
Era fácil, tinha de andar pela cidade, haviam vários cruzamentos, no mapa os que apareciam a azul era o sitio onde se eu parasse lá e acelerasse e trava-se ao mesmo tempo começava uma corrida, os vermelhos começava tipo uma corrida só que era para derrubar o número de carros que pedia, os locais a amarelo começa outra corrida mas que eu tinha de chegar viva até a meta, os locais a verde começava um desafio para fazer o mais número de piruetas e assim com o carro, havia tanta coisa…
Fiquei vidrada no jogo.
Quando fui a ver já eram duas da tarde!
Eu tinha-me esquecido completamente do meu primo! Empolguei-me tanto no jogo!
Telefonei para ele e perguntei se ainda dava para aparecer por lá, ele disse que os meus avós não estavam em casa durante uma semana e que ele naquele momento estava longe, ficou para o dia seguinte.
Fui até a varanda apanhar ar fresco, e… é claro… ver se conseguia ver o Sai…
Não o vi e lembrei-me de o procurar para passar a tarde com ele.
Fui até a rua, passei pela casa dele mas ninguém estava. Procurei mais adiante e encontrei-o com umas sacas nas mãos.
-Olá. –Comprimentei.
-Olá. –Ele sorriu.

            [(Á parte) Mais tarde vim a saber que ele esteve a falar com o Naruto coisas sobre raparigas e que eles os dois não sabiam o que haviam de fazer, foram perguntar ao autointitulado de mestre Kiba. Ele disse-lhes que deviam chegar á beira da namorada e dar-lhe um beijo, e ainda disse umas poucas tretas que não imagino o Sai a fazê-lo…]

-Onde andas-te? –Perguntei.
Ele ficou meio embaraçado e a querer gaguejar.
-Perguntei porque procurei-te por todo o lado e não havia sinal.
-Ah… Estive com o Naruto e o Kiba…
Esteve a ter a tal conversinha… Se ele fizer o que quer que seja o Kiba lhe mandou fazer acho que me vou rir às gargalhadas!
Notava-se que ele estava meio embaraçado e que me queria dizer algo, até pôs a mão na parte detrás do pescoço.
-Estive a pensar… Se… queres passar… a tarde juntos…
-Sério? Andei á tua procura por causa disso!
-Tenho só que pousar isto em casa… queres passar aonde?
-Pode ser em minha casa?
-Es-t-a bem.
Desta vez quem estava a gaguejar era ele, mas devia ser o efeito do Kiba.
Ajudei-o a levar algumas sacas, depois de as deixar em casa dele fomos para a minha, quer dizer, para o meu apartamento.
Pelo caminho não nos falávamos. Eu não parava quieta como os dedos, juntava os indicadores mexendo-os para cima e baixo.
Ele ia de mãos nos bolsos a caminhar para o chão.
Tinha que ser rápida, arranjar algum tema de conversa… só não me vinha nada á cabeça…
Acabei por desabafar:
-Isto é tão constrangedor… Não sei o que falar contigo… Não que o defeito seja teu… nada disso!... Só que… És o primeiro namorado que tenho…
Senti-me um pouco aliviada por conseguir ter falado qualquer coisa. Fêz-se silêncio até que ele disse:
-Tu também és a minha primeira namorada.
-Sempre pensei que fosses muito cobiçado… Até no baile em casa dos meus avós as raparigas não te largavam…
-Eu também nunca pensei que tivesses um lado bonzinho.
-Estás a dizer que sou má??
-Não, às vezes és meia brusca, percebes?
-Vou fazer de conta que não ouvi…!
-Estás a ser má…
Comecei a rir-me, como é que aquilo podia ser maldade?
Entrámos no apartamento e ele pediu logo para ir á casa de banho.
Para quem ficou com dúvidas, é claro que o deixei ir!
Sentei-me logo a continuar o jogo das corridas de carros. Pouco depois ele apareceu e sentou-se á minha direita.
Reparei que ele ia colocar a mão no meu ombro esquerdo, mas lá recuou e disfarçando estendeu o braço sobre o encosto do sofá.
Fiz pausa no jogo e puxei a mão dele para cima do meu ombro.
-Não tenhas medo, eu não te mato! –Ri-me.
-Então significa que posso…
Ele ia dizer “dar-te um beijo”, mas eu adiantei-me e tocando com as pontas dos dedos no queixo dele toquei-lhe nos lábios com os meus.
Abracei-o enquanto o beijava, passei a minha mão pelos seus cabelos pretos e macios, senti os batimentos do coração alterados, tanto os dele como os meus, sentia-me meia sufocada ao respirar tão perto dele…
-Era isto que ias dizer? –Perguntei com a minha testa ainda colada na dele.
-Sim… -Continuou a beijar-me.

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