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2011-12-22

3º Cap. "Sakusei" - Ele é um antirromântico!

-Isso não é razão para pararem de te seguir, vão querer apanhar-te. –Comentou o Deidara.
-Não vão, não. Eles sabem que não vale a pena vir atrás de mim.

A ave de argila começou a voar ainda mais rápido, eu fiquei virada para trás sempre sem baixar a guarda pois a equipa Gai podia querer seguir-me apesar de ter boas razões para não o fazer.
Eles sabiam que não tinham força suficiente contra dois membros da Akatsuki.
Deidara: -Sabes onde anda o Kakuzu?
Virei a cabeça para trás e respondi:
-Não, porquê?
-Preciso que ele me coza de novo o braço.
Naruto lendo o mesmo pergaminho que Haruna rouba
Sentei-me e abri o pergaminho, comecei a lê-lo a tentar encontrar uma técnica parecida com a que o Kakuzu usa para cozer membros do corpo.
-Hum… não… também não –Falei sozinha enquanto lia. –Wow! Esta técnica é bem boa!
-Mostra!
-Querias! É só para mim!
Dei-lhe uma cotovelada para trás para ele se afastar de mim.
Fechei o pergaminho, levantei-me e disse:
-Adeus! –Saltei da ave abaixo.
Deidara giro/cantando/beautiful
Deidara: -Adeus… até amanhã… –Disse num tom irónico.
Estiquei os braços e as pernas enquanto caía, prendi as pontas da capa em cada perna e fiquei como os esquilos voadores.
Inclinei-me de maneira a dar meia volta para trás. Estava a ser demais, era ótimo voar assim.
Pouco a pouco fui perdendo velocidade e altitude, eu não queria parar tão cedo por isso fiz uma técnica que inventei: Kaze jetto (significa: jato de ventos)
Era uma técnica simples que me permitia controlar os ventos, permitindo-me parar o vento ou até mesmo criar o maior tornado de sempre, mas isso dependia da quantidade de chakra que eu possuía.
Fiz com que uma corrente de ar me empurra-se com bastante força para a frente e me fizesse aumentar a altitude. Depois lancei outra corrente de ar em direção do Deidara e criei um mini-tornado em volta dele.
Deidara: -Hã? O quê?! Sua! Idiota!!! –Gritou enervado.
Parei o tornado e ultrapassei-o. Senti que qualquer coisa se aproximava das minhas costas, virei-me de barriga para cima e vejo ele a saltar abaixo da ave e a atirar-se para cima de mim.
Caiu com tanta força na minha barriga que até tossi sangue, o Jutso de controlo dos ventos parou logo e comecei a cair para trás cada vez mais rápido, tanto que até as minhas costas queimavam.
Quando estava prestes a bater de costas nos vários ramos das árvores da floresta ele agarra-me na mão e fiquei suspensa no ar.
Olhei para cima e vi que ele se tinha agarrado na asa da ave dele. Ao mesmo tempo que subia puxou-me.
Fiquei de joelhos com os braços sobre a minha barriga, as dores eram imensas, parecia que ele pesava uma tonelada.
-Mais-um…bocadinho…e matavas-me. –Falei aos solavancos cheia de dores.
Deidara: -Ninguém te mandou fazer um tornado á minha volta.
Pessoas como ele nunca admitem que falharam, dão uma resposta curta e mudam de assunto.
Nunca pensei que uma brincadeira iria acabar em tantas dores. Passei a mão pela minha testa que estava a escaldar e tossi mais um pouco de sangue.
Deidara: É melhor fazeres um Jutsu que te cure.
-Não devo ter muito chakra, mas vou tentar.
As dores estavam a ser quase impossíveis de suportar, mal podia mexer-me.
Fiz um Jutsu que criou uma luz verde em volta da minha mão e coloquei-a sobre a minha barriga.
Enquanto isso tossi algum sangue.
-Vou para casa. –Falei enquanto tentava pôr-me em pé, mas sem sucesso.
-Nem te consegues levantar!
Suspirei e baixei a cabeça fechando os olhos. Ficou tudo sossegado, nem o próprio vento eu conseguia ouvir bem.
Quando estava prestes a adormecer, sinto que a ave pousa.
Deidara: -Eu levo-te até lá dentro, dá cá a chave.
Retirei a chave do bolso e entreguei-a, ele pegou em mim e levou-me até lá dentro. Deitou-me no sofá e foi-se embora sem dizer nada.
Fiquei ás voltas a tentar dormir, mas não conseguia com tamanhas dores na barriga que mais tarde se espalharam por todo o corpo.
Cheguei a pensar que estava a morrer, por isso esforcei-me e consegui fazer um Jutsu médico por todo o corpo para parar pelo menos as dores.
Tentei mudar o meu pensamento para outra coisa sem ser a dor. Olhei para a janela e vi que já era noite.
Estremeci ao ouvir alguém a bater á porta, eu não me podia ir abrir a porta, não me conseguia mexer grande coisa.
Arrepiei-me toda ao ouvir alguém a gritar “Katsu!”, a porta foi pelos ares e protegi a cara com os meus braços.
Caíram alguns pedaços de madeira e de cimento sobre mim, soprei para as poeiras saírem de mim e depois é que olhei para ver quem era o autor daquilo.
Eu já desconfiava que só podia ser o Deidara, ele tinha voltado.
Deidara: -Pronta para dar uma volta?
-Não quero! Sai daqui!
Ele meteu-se dentro do meu quarto e consegui ouvi-lo a mexer nas minhas gavetas.
Regressou com um cobertor azul na mão, colocou-o sobre mim e ajudou-me a levantar.
-Teimoso! Porque queres dar uma volta? –Perguntei.
-Faço equipa contigo, se não estiveres boa não dá para capturar jinchuurikis.
Naquele momento só me apetecia chamar-lhe nomes, só pensa em explosões e jinchuurikis, e primeiro quer fazer sempre o trabalho sozinho, agora quer-me a trabalhar também.
-Maldito… -Resmunguei baixo.
-Hã?
Ajudou-me a saltar para o cimo da ave de argila dele e começou a voar, sentei-me de pernas á chinês e suspirei cabisbaixa.
Olhei para ele de canto de olho e quando o vento lhe levantou a madeixa de cabelo que lhe tapava o olho direito vi que ele tinha um aparelho qualquer por cima dele.
-Que coisa é essa no teu olho? –Perguntei.
-Hã? Ah, isto? –Perguntou apontando para a máquina.
-Yap.
O vento parou de levitar o cabelo dele e ele levantou-o com a mão.
-Tentei copiar o Sharingan.
Percebi, quando ele, o Itachi e o Kisame foram buscar-me a minha casa, quando o Deidara me desafiou, o Itachi disse que ele estava a fazer da mesma maneira que ele fez com o Deidara, logo eles os dois já tinham lutado um contra o outro e talvez o Itachi o enganou com o sharingan.
-O Sharingan não é perfeito, perceber os defeitos é um bom caminho. –Comentei.
Um ninja deve perceber os defeitos do inimigo para conseguir vencê-lo, não basta só potência física para vencer alguém… Também é preciso ser inteligente. Eh… a maioria pensa que o meu irmão é um tolo que age sem pensar, eu não o vejo assim, tenho medo de algum dia ter de lutar com ele… Se ele se enraivecer perderá o controlo e com certeza me matará facilmente, posso ser bastante forte aos olhos dos outros, mas pelos olhos do meu irmão sou fraca. Ele é bastante inteligente apesar de não o demonstrar, até é uma boa forma de enganar o inimigo!
Nos primeiros dias após me juntar á Akatsuki fiquei pensando no meu irmão, não quero ter que o capturar, prefiro fazer de conta que ele não existe.
-Se tiveres que capturar o teu irmão… vais fazê-lo mesmo? –Perguntou o Deidara.
-Com certeza será o Itachi que o irá tentar isso. –Respondi imediatamente.
-Hã?
-O Itachi é de Konoha, ele sempre se voluntaria para ser ele a enfrentar os ninjas de Konoha.
-Sim é verdade, quando estivemos a extrair o Ichibi do Kazekage Gaara vieram alguns ninjas de Konoha para o salvar e o Itachi se ofereceu logo para os atrasar.
Olhei para baixo a tentar perceber onde estava. Já não estávamos a sobrevoar a floresta, mas sim a cidade pela noite cheia de luzinhas brilhante e com a animação habitual noturna.
Deidara: -Gostas?
-Sim, é linda á noite.
Tudo o que eu menos esperava era ver uma pessoa, não era o meu irmão, não era sequer nenhum dos amiguinhos dele, a pessoa que eu estava a ver e que reconheci nem sequer era ninja.
Fiquei calada com as duas mãos em punho sobre o peito, parei de espreitar para a cidade e fechei os olhos forçadamente.
Deidara: Hã? Está tudo bem?
Não respondi e permaneci quieta, senti que a ave acelerou o voo e saiu imediatamente da cidade.
Ergui a cabeça um pouco e logo deixei-a cair ficando com o queixo colado ao pescoço.
Deidara: O que foi que tu viste para te deixar assim?
-Volta para a cidade, eu quero voltar a ver com os meus próprios olhos.
A ave parou de voar para a frente, mas também não voltou para trás, ficou parada no ar.
-O que foi? Não sais daqui enquanto não me contares!
-Pareces um idiota a falar assim! –Comentei.
Ele cruzou os braços e permaneceu calado de pernas á chinês mesmo á minha frente.
-Está bem…! Vi uma pessoa conhecida minha… um moço… da minha idade, que não é ninja…
-Eh! Está bem! Já percebi!!! –Falou num tom de voz alto de mau humor.
Levantou-se e virou-se de costas para mim, a ave deu meia volta para trás e voltou para a cidade.
-Tu gostas dele não é? –Continuou de mau humor.
-s… -Não acabei de falar o resto.
Ou era de mim ou ele odiava coisas lamechas ou odiava falar de assuntos amorosos, ou então não sei o que lhe deu.
-Toda a gente gosta de alguém. –Resmunguei olhando-o de canto de olho.
-E?
-De quem é que gostas?
-Não te interessa! –Naquele momento ficou ainda mais de mau humor. –Vais ficar na cidade ou queres que te leve para casa???
-Já percebi… és um antirromântico! –Comentei baixo quase para mim mesma. –Não, leva-me até casa se não te importares. –Respondi.
Passámos pela cidade e eu já não vi o tal rapaz.
Pouco depois avistei a minha casa e levantei-me ainda com algumas dores mas poucas.
-Onde é a tua casa? –Perguntei curiosa.
-Para aquela direção, queres vir? –Respondeu um pouco mais animado.
-Não, estou cansada. –Mal acabei de dizer  “não” a cara dele ficou endiabrada que até metia medo ao susto. –Amanhã vamos á procura de jinchuurikis! –Tentei compor as coisas. –Tenho que descansar.
Saltei da ave abaixo e abri a porta, voltei-me para trás e acenei:
-Adeus! –Forcei um sorrisinho para ver se o animava.
Ele acenou-me de costas seguindo sempre caminho.

6 comentários:

  1. AMEIII ESTA FANTASTICO OHOO O DEIDARA necessita de uma paixoneta XD

    I LOVE IT
    Bye Bye

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  2. Pensa um poukinho na reação e na cara dele k chegas lá ;)

    arigatou^^

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  3. ***** a história esta 5x*
    ADOREI!

    pensei e já percebi XD fixe!

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