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2011-12-27

4º cap. Fanc "Sakusei" – Apertado o gatilho veio o tiro!


-Adeus! –Forcei um sorrisinho para ver se o animava.
Ele acenou-me de costas seguindo sempre caminho.

A porta já estava reconstruída após ele a ter explodido para entrar, tanta vez que aquilo acontecia que acabei por colocar um selo de papel que a reconstrói automaticamente.
Entrei para dentro e fui direitinha para a cama, vesti o pijama e meti-me debaixo dos cobertores, adormeci alguns instantes depois.

De manhã acordo com um barulho esquisito. Parecia o bater de asas das aves de argila do Deidara. Fui logo até a janela para tirar as dúvidas.
-Ainda bem que já acordas-te! O Pein deu-nos uma missão!
-Calma, já vou!
Fechei a cortina, desatei a vestir a roupa e depois saltei janela fora para cima da ave de argila.
-Qual é a missão? –Perguntei.
-Capturar o Shichibi, o bijuu de sete caudas.
-Quem é o Jinchuurinki?
-O Pein disse que era uma rapariga chamada Fuu da vila oculta da cachoeira.
Se era de Takigakure (vila oculta da cachoeira) então é da mesma vila de Kakuzu, ele é que devia ter sido escolhido para a missão, mas o Pein tem as suas razões, talvez queira testar a minha dupla com o Deidara.
-Takigakure não é uma vila que tem uma árvore gigante? –Perguntei.
-Essa mesmo.
A viagem ia ser um bocado demorada, e eu não gosto de viagens longas e chatas sem nada para fazer.
-Já alguma vez pensas-te em melhorar as tuas aves de argila? –Perguntei.
-O que queres dizer com isso, un?
-Tipo… arranjar uma maneira de elas voarem mais rápido! Vai demorar imenso a viagem assim!
-Ou é isto ou vais a pé! Un!
Coloquei as pernas á chinês e cruzei os braços.
Se eu não tivesse que poupar chakra para capturar a rapariga, eu ia pelo meu próprio pé a correr com o chakra concentrado nos pés ou até mesmo invocava a Kitsune (raposa) já que ela é bem veloz.
-É a minha primeira missão na Akatsuki... –Comecei a resmungar em voz baixa. –E já está a ser chato…! Podia-me ter calhado parceiro pior? Um terrorista que ainda por cima é um antirromântico e chato!
-Un? Por acaso não sou o único terrorista aqui!
-Eu fiz tudo numa só noite! Tu passas a vida a rebentar tudo!
-Faço arte!
-Olha que vais virar o “Deidara da Vinci”!
Ele sorriu um pouco e disse:
-Não é assim tão mau…! Un!
Deu-me para rir da maneira de falar dele, mas que mania ele apanhou de usar o “un!” frequentemente. Eu estava ansiosa para chegar, fazia tempo que eu não entrava em missões.
Lembrei-me da conversa que tinha na noite passada com ele e o achei um antirromântico, fiquei curiosa de quem uma pessoa como ele gostaria, aliás fiquei com curiosidade em relação a todos os membros da Akatsuki. Só de os imaginar como uns seres carinhosos dá vontade de rir e chorar.
Deidara: -Vou-te ensinar uma coisa!
-O quê? –Perguntei surpresa.
-Cada uma das duplas da Akatsuki tem um superior, quando eu fazia dupla com o Sasori tratava-lo por mestre.
Quando comecei a ouvir aquilo pensei logo “vem aí bomba…!”
Deidara (continuando): -Por isso trata-me por mestre Deidara! Un?! –Disse todo lisonjeado por si próprio.
Ele virou ligeiramente a cara para o lado e comentou baixo:
-Soa bem…! Mestre Deidara!
Cruzei os braços e com cara de irritada e aborrecida ao mesmo tempo, respondi:
-Nem morta!
-Eu sou o teu superior! Hum… Está bem, trata-me por Deidara-senpai!
O sufixo “-senpai” usa-se para quem tem algo superior.
-Não! Eu sou mais forte que tu!
-Quem disse?!? –Respondeu já com as mãos em punho.
-Trato-te por Deidara-san, porque tens a mesma idade que eu e já vais com muita sorte!
Ele aborreceu-se logo.
-Que convencido! –Comentei.
Ele riu-se e fez o habitual “un!” dele. Eu acabei por também me rir.
A viagem foi bastante longa, parámos num pequeno restaurante para comer, coloca-mos os restos da comida embrulhados no papel da mesa e levámos embora, lanchámos cada um uma perna de frango do almoço… Discutimos mais uma vez sobre a mesma treta, tentou dar-me lições sobre a arte mas ele a mim não me convence de nada! Ainda não tínhamos chegado á vila oculta da cachoeira e já era pura noite.
-Vamos parar para descansar, já me dói tudo! –Pedi.
-Passaste o tempo todo sentada!
-Estar sentada também cansa! –Respondi enquanto me levantava com as pernas meias adormecidas.
Segurei-me com as mãos nos joelhos e suspirei.
Ele levantou-se também. Eu passei a viagem toda sentada, ele levantava-se… sentava-se logo… e manteve-se assim nesta sequência irritante!
Sinceramente… naquele dia eu não estava com paciência nenhuma, os nervos estavam no pico, seria pela ansiedade de ser a minha primeira missão com uma capa da Akatsuki? Hum… Era a única explicação que eu encontrava para o meu estado.
-Vamos dormir aqui. –Disse ele dando um pulo para fora da ave.
Saltei abaixo e apressei-me a ficar com o melhor lugar.
Estávamos num cume de uma ligeira montanha coberta pela floresta, estávamos na região da montanha onde havia menos densidade de árvores.
Dirigi-me a uma árvore grossa e estendi-me ao lado dela, dei meia volta (fiquei deitada de costas viradas para a árvore) e encolhi as pernas ficando com os joelhos quase a tocar na barriga.
Fechei os olhos por instantes, fiz da capa da Akatsuki o meu lençol e puxei a gola para cima.
Abri os olhos e estremeci com tamanha coisa á minha frente. Antes de fechar os olhos vi o Deidara encostado a uma árvore a cinco metros de mim, ora, e não é que abri os olhos e ele já estava deitado á minha frente quase colado a mim!!!
-Chega-te para lá! –Reclamei.
Ele de certeza que estava a fingir que já estava a dormir profundamente, ainda chegou-se um pouco mais para mim.
Suspirei antes que me enervasse e tentei adormecer naquele estado. Até a respiração dele a bater na minha cara me incomodava.
Ora bem… Eu sou capaz de fazer isto! Ou eu não me chamo Haruna Uzumaki! Irei dormir assim!
Pouco depois virei-me de costas para ele e acabei por adormecer.
Durante a noite ouve momentos que eu quase acordava por causa dos movimentos dele. Senti-o a colocar o braço dele sobre mim, mas eu nem me apercebi disso no momento.
Acordei e estava bastante mais confortável do que quando tinha adormecido. Respirei fundo para de seguida me espreguiçar mas reparei que ele estava-me a abraçar e eu de costas para ele.
Não sei como ele tinha passado um dos braços por baixo de mim sem eu dar fé disso. Eu tinha as minhas mãos a agarrarem nas dele. Senti-a a respiração dele mesmo atrás do meu pescoço, tinha o peito dele colado ás minhas costas e as pernas estavam encolhidas como as minhas, eu sentia os joelhos dele a tocar debaixo das minhas pernas.
Como se ele estivesse sentado numa cadeira comigo ao colo e abraçado a mim.
Voltei a fechar os olhos e pensei que tudo era um sonho que depois eu iria acordar e voltar a implicar com ele.
Mas seria ele que pôs as mãos sobre mim ou fui eu que o puxei? Fiquei confusa por as minhas mãos estarem a agarrar as dele, eu até diria que estavam a fazer aquilo de uma certa forma “carinhosa”.
-O rapaz de que gostas não iria gostar de te ver assim comigo… -Lá veio ele estragar o sonho.
Naquele momento fiz de tudo para não entender aquilo que ele disse da mesma maneira de sempre, procurei algo positivo naquilo.
-Está bem… -Respondi á toa.
-O quê?
-Está bem…
Ele deu um risinho leve e colocou o queixo dele sobre o meu ombro e fechou ligeiramente os olhos.
Eu abri os olhos mas logo os fechei também. Suspirei e continuei pensando que era um sonho.
-Está a demorar muito para resmungar… -Comentou o Deidara baixo mas eu ouvi já que estava tão perto do meu ouvido.
-O quê?!? Estás só a testar-me?!!? –Gritei largando-me logo dele e sentando-me no chão.
Cruzei os braços e fiquei virada para ele á espera de resposta.
-Eu não sei quem está a usar quem, mas sei que acordei e vi que alguém se esteve a divertir com as minhas mãos! –Respondeu.
Fiquei super corada e tapei a cara com a mão esquerda a tapar a zona da boca e nariz. Mas eu não tinha puxado as mãos dele! Só se ele anda a tentar tramar-me! Senti algo molhado na minhas mãos e abrias em frente dos meus olhos. Deu-me vómitos ao vê-las cheias de baba dele!!! Olhei para as línguas das mãos dele e estavam a rodopiar no ar como o rabo de um gato. Aquilo deu-me a volta ao estômago, e eu não me queria lembrar que já tinha espetado a mão ensopada de baba na cara!
-Seu porco! Estás a insinuar que eu andei aos beijos com as tuas mãos?!?
Ele encolheu os ombros e manteve-se com um sorriso no canto da boca confiante e arrogante.
Começamos a gritar um para o outro seguidamente:
-Tu é que te colas-te a mim! –Respondi.
-Tu não estás a ver a moldura toda! Estavas toda contente por eu te abraçar!
-Admitiste que foste tu!
-Mas tu gostaste!!!
-Seu antirromântico mentiroso!!!
-O quê? Eu sou um antirromântico!?!
-Prova-me que não!!!
“Apertado o gatilho veio o tiro!” Prendeu-me logo os braços com as suas mãos e beijou-me.
A melhor maneira de me provar aquilo foi beijar-me, acabou-se logo a gritaria.
Só naquele momento é que tive a certeza que eu não estava a sonhar desde o início. Eu sentia-o bem junto de mim quente e enlouquecedor. Perdi o meu equilíbrio e bati com as costas na árvore. Ele baixou a gola da capa dele e sentou-se em cima das minhas pernas que estavam estendidas, colocou os joelhos no chão inclinando-se para conseguir alcançar-me. Baixou a minha gola da capa, acariciou-me no pescoço com uma das mãos e continuou o beijo. Colocou a outra mão sobre a minha cinta. Eu cedi por completo, não me interessava o resto do mundo, só sentia ele e só ele. Coloquei os meus braços a abraçá-lo em volta do pescoço.
Entretanto sinto a língua dele a tocar nos meus lábios e a penetrar pela minha boca…
Os nossos lábios tocavam-se seguidamente, deslizei a minha mão direita até a face dele e aproximei-me mais ainda. Estava-mos peito a peito, cara a cara, língua a língua.
Massajei ligeiramente a cara dele enquanto o beijo se prolongava, o lance já ia bastante forte, não dava apetite de parar sensação tão boa como aquela.
Os lábios dele começam a separar-se dos meus, mas não se acabou, beijou-me na cara, seguiu até a minha orelha.
Ele tinha a mão dele nos meus cabelos e me dava a sensação que eu estava a ser controlada por ele, apesar de me sentir descontrolada.
-Amo-te. –Disse ao meu ouvido.
-Eu também te amo. –Abracei-o ainda mais e pousei a minha cabeça sobre a minha mão que estava sobre o ombro dele.
Encostei-a á dele e fica-mos assim alguns momentos. Eu estava bem assim, o meu coração ainda continuava acelerado e também conseguia sentir o dele bastante forte. Permaneci alguns instantes de olhos fechados a abraçá-lo fortemente.

8 comentários:

  1. Puxa! ainda me deixas apaixonada pelo Deidara! ADOREI, está mesmo lindo!

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  2. dormindo de conchinha com o Deidara xD nossa está bem legal a fanfic =) adorei muito ^^
    ansiosa pelo proximo capitulo
    Beijinhos

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  3. Sua fanfic está começando a me dar saudade de escrever a minha xD

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  4. Bolas! Eu não me lembrei como descrever kando eles estavam a dormir, agora já sei como por^^ (dormindo de conchinha) ás vezes é dificil de descrever certas coisas, eu vejo-me á rasca mas não desisto ;)

    Arigatou^^

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  5. auhsauhsaush xD é ás vezes eu me esqueço do nome e demoro anos descrevendo o negócio xDD ausausaush, mas pronto está muuuito boa mesmo! Escreves muito bem Haruna-san =)

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  6. Amei o capitulo...quer dizer quem não ia amar?! Todas as tuas Fanfics são optimas...cada cpitulo é mais apaixonante que o outro...^^Continua assim...espero ansiosa pelo outro

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  7. Hehehe, Enma Ai é uma personagem de anime bastante famosa, ontem quando mudei o meu blog para o tema de jigoku shoujo, decidi até fazer um tema da Ai para o meu telemóvel >.< demorou mas ficou lindo *.* jigoku shoujo é um anime que eu realmente recomendo, é fantástico.

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