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2012-01-12

6º Cap. fanc. "Sakusei" – A rapariga determinada pelo amor! O fim trágico de uma equipa.

Olhei para a rapariga… Aquilo não me estava a agradar… Estavam a aparecer caudas do bijuu dela…
<Mas que sorte…! Não consegui evitar que ela libertasse caudas!>

Afastei-me um pouco dela e fiquei a mirá-la. Era a primeira vez que assistia a tal coisa, nem alguma vez tinha visto o meu irmão a invocar caudas.
Começa a aparecer cauda a cauda numa espécie de áurea com forma de um inseto, as caudas eram as suas asas, não tinha medo daquela imagem apenas não calculava a força daquilo… Sabia lá eu!
Libertado quatro caudas, ela estava sem consciência nenhuma de seus atos, ela até podia ser a rapariga mais querida de sempre mas naquele estado podia virar uma assassina autêntica.
O Deidara estava pensativo, disse:
-Hu-hum… A única saída que tenho é fazendo arte potente!
-Traduzindo! Vais mandar isto tudo pelos ares! –Respondi inclinando um pouco a cabeça para cima para o avistar.
Ele sorriu um pouco pelo canto da boca e começou a preparar a argila.
Enquanto aquele “senhor” fica a mastigar argila com as malditas línguas da mão, eu vou ter de andar á pancada! Boa!
A rapariga vira-se para mim com ar de quem me quer cortar em pedaços. Nada bom! Pensei um pouco, calculei algumas táticas e lembrei-me de um selo que Jiraya me deu há muito tempo para eu usar se por acaso o Naruto perde-se o controlo.
Retirei-o da minha bolsa que estava escondida pela capa e esperei pelo momento certo para me aproximar dela e espetar-lhe o papel quadrado com o selo.
De repente ela começa a correr na minha direção. Estendi o meu braço para a frente e ela chocou com a testa no selo.
Ele ficou lá colado e as caudas, ou melhor, as asas começaram a sumir.
-Ah-ah! –Suspirei com sensação de glória.
Arranquei-lhe o selo e guardei-o novamente. O Deidara pulou abaixo da ave caindo mesmo ao meu lado.
-O que foi isso? –Perguntou.
-É um selo que era para eu usar no meu irmão.
Pegou na rapariga ao colo, eu não estava a gostar, e pousou-a em cima do rabo da ave.
A ave enrolou o rabo prendendo a rapariga.
Vi-a a abrir um pouco os olhos, apercebi-me logo que ela estava a ser manhosa e a fingir que estava inconsciente.
Coloquei logo a minha mão em punho e espetei-lhe um soco na nuca, era o ponto certo para a deixar logo inconsciente.
-Agora já está, vamos! –Disse eu dando inclinação para saltar.
Mas antes de saltar, de repente olho para o fundo da rua e vejo uma equipa de ninjas a correr na nossa direção mas ainda estavam longe.
-Rápido! –Puxei-o pelas costas da capa e forcei-o a saltar juntamente comigo.
-Calma! –Largou dois insetos de argila para o chão.
-Isso não nos serve de nada! – Comentei.
-Para ti talvez não, já que és muito desenrascada!
-Vais começar!
-Quem começou foste tu!
-Cala-te e põe essa ave a dar o litro!
Ele engoliu a seco com uma cara de quem ainda não tinha acabado o discurso.
-Nem pareces minha namorada. –Comentou.
-O que queres dizer com isso? É claro que pareço! Sou eu! –Respondi já meia corada.
Não me respondeu e ficou especado a olhar para os ninjas que nos estavam a perseguir.
Ele ficou triste porquê?
Pensei mais um pouquinho e apercebi-me que eu também estava um pouco como ele depois de me aperceber que já estávamos a implicar com o outro, uma sensação de arrependimento.
Olhei mais uma vez para ele e vi que estava pálido e amuado. Depois aproximei-me para lhe dar um beijo. Ele não estava á espera de eu me aproximar tanto e momentos antes de eu o beijar virou a cara para mim com uma expressão bem forte de surpreendido.
Coloquei os meus braços em volta do pescoço dele e desencostei os meus lábios dos dele.
O vento batia-me nas costas fazendo com que o meu cabelo tocasse na cara dele, os cabelos dele flutuavam para trás.
-Parece que temos espetadores! –Comentou ele olhando de canto de olho para os ninjas que nos seguiam.
A rapariga do grupo ia ao meio e via-se na cara dela que estava a dizer algo do género “Que nojo!”.
Comecei a rir-me da rapariga e olhei novamente para ele.
-Vou ter de interromper esta cena… -Disse eu largando-o.
Agachei-me mesmo na ponta da ave e fiquei a pensar como iria agir para os afastar.
Cocei o queixo e decidi que ia agir sem algum tipo de plano, não era necessário perante aquela “equipazinha”. Pelo que sei, os ninjas da Vila Oculta da Cachoeira não têm grandes habilidades especiais e devem ser raros os ninjas de elite.
-Não esperes por mim, eu vou lutar com eles! –Disse eu preparando-me para saltar.
-Mas… -Começou a falar mas eu interrompi-o.
-Deste modo ainda nos apanham! Vai! –Saltei abaixo.
Caí com tanta força que até fiz uma cratera á minha volta. Levantei-me e ao erguer a cabeça deparo-me com eles á minha frente parados.
-Oh-lá…! –Saudei num tom maléfico.
Colocaram-se todos em posição de ataque, reparei logo que o líder era o que estava do meu lado direito, o olhar dele parecia que lhes transmitia ordens.
-Então ninguém começa? –Comecei a tentar irritá-los.
-Cala-te! –O líder enervou-se e correu com a mão em punho para me acertar.
Eu já vi pestinhas deste tipo! Este rapaz é parecido com o meu irmão na maneira de agir como ninja, mas deve ser mais dotado para ser líder com certeza!
-Sendo assim… -Pensei alto. –Taijutsu é o que melhor se aplica em vermes como tu!
Ele enervou-se todo e começámos a lutar corpo a corpo. O rapaz fazia-me lembrar uma mistura do meu irmão com um dos amigos dele chamado Lee.
Tentou acertar-me um pontapé na cara, mas eu agarrei-lhe na perna e comecei a rodar com toda a força e atirei-o contra uma árvore ficando quase inconsciente.
Se eu me despachar ainda consigo apanhar o Deidara a tempo!
Olhei para a rapariga, ela era o meu alvo seguinte.
O rapaz que estava ao lado dela parecia não gostar do meu olhar em relação á rapariga e colocou-se á frente dela.
-Tens de passar por mim primeiro! –Gritou.
-Que lindo! Um gesto de amor! –Comentei no gozo.
Ele ficou corado que nem um tomate e ao mesmo tempo ficou enraivecido.
Deu um grito de fúria e começou a fazer uma série de selos, todo revoltado. Tentei perceber que técnica era o mais rápido possível, mas não consegui.
Fiquei um pouco desatenta ao olhar á minha volta á procura do Deidara para calcular o meu plano.
Ele estava a sobrevoar lentamente um pântano que mal se via de onde eu estava.
Quando volto a olhar para onde estava o rapaz, reparei que o perdi de vista. Peguei em dois shurikens, um em cada mão. De repente ouço folhas a mexerem-se e atiro imediatamente um dos shurikens para o local de onde vinha o som.
Não sabia dos três, aquilo estava a ficar demorado demais para o meu gosto.
Se eu tivesse uma oportunidade para espetar um Rasengan naqueles três canalhas!
Observei o chão para ver se existiam pegadas, dei alguns passos em frente, a uns cinco metros de mim vejo uma a aparecer de repente.
Atirei logo o outro shuriken para lá e vejo sangue a escorrer no ar.
Era óbvio que lhe tinha acertado, peguei numa kunai e agarrando-o pelo pescoço levantei-o no ar.
-Pensas que eu sou fácil de enganar! –Comentei correndo em direção de uma árvore grossa.
Sempre agarrando-o fortemente pelo pescoço espetei-o contra a árvore com a minha total força bruta e fazendo que o rapaz a quebrasse a meio com as costas.
Larguei-o e ouvi ele a cair no chão. Pouco depois começou a aparecer gradualmente.
-Só falta saber dos outros dois… -Falei para mim própria.
Se eu der muito nas vistas ainda mandam reforços, e isso não pode acontecer! Agora não!
Suspirei de cansaço e voltei a procurar o Deidara, já não o via, já estava longe naquele momento.
Vi uma folha a cair duma árvore ao meu lado.
Achei!
Dei um salto para um dos ramos da árvore e dei-me de caras com a rapariga a chorar com o líder ao colo inconsciente.
-Apanhada! –Exclamei.
Ela estava mesmo amedrontada e tentou afastar-se de mim mas já estava encostada no tronco ao máximo.
Arranquei-lhe o rapaz do colo puxando-o bruscamente por um pé, coloquei-o ao penduro e soltei um sorriso maléfico.
-Vês o que acontece quando alguém se mete onde não é chamado?! –Disse eu.
-Para! –Gritou a rapariga escorrendo de lágrimas.
Fiquei admirada, mandam semelhantes ninjas para ajudar a Jinchuuriki, mas que coisa…
Deixei cair o rapaz de cabeça ao chão e continuei agachada virada par a rapariga sorrindo como se nada acontecesse.
De repente ela levanta-se e foge da minha beira saltando abaixo para junto do líder da equipa.
Fui atrás dela, começou a correr em direção da cascata (cachoeira) e eu também corri.
Apanhei-a agarrando-a pelas mãos atrás das costas mesmo em cima das pedras que serviam para atravessar a cascata.
Uma das minhas mãos segurava em ambas as mãos dela, a minha outra mão segurava uma kunai apontada ao pescoço dela.
-Cobarde! –Comentei.
Ela estava mesmo rendida, pronta a morrer. Coloquei melhor os meus pés na pedra para evitar escorregar e enquanto isso vejo o líder a levantar-se quase sem forças e a gritar o nome dela.
A rapariga estremeceu, a partir daí nem parecia a mesma, como se ela não fosse nada sem ele…
Começou a batalhar para conseguir libertar-se de mim.
Acabei por a atirar abaixo da cascata, ao espreitar para a ver a cair vejo que ela se agarrou na minha capa e arrastou-me junto com ela.
Espetei-lhe um pontapé na cara enquanto caía e tentei parar a queda, mas era quase impossível.
Caí na água aquecida pelo calor do Sol, mas ainda fria ao mesmo tempo, fui mesmo ao fundo.
De olhos fechados, naquele momento eu só desejava a presença do Deidara, não estava a ser tão fácil lidar com aqueles canalhas quanto eu pensava… O Deidara podia dar-me uma ajuda, era tudo o que eu pedia naquele momento em que me sentia desmotivada e um pouco de preguiçosa. Ia tamanha confusão na minha cabeça, tinha que lutar contra os três, que era coisa que se estava a complicar e depois tinha de chegar rápido ao esconderijo.
Ainda no fundo da água, abri os olhos e ao olhar para cima vejo uma mancha escura que devia se a rapariga.
É agora… é a minha chance!
Era o momento ideal para utilizar o Rasengan, fiz os selos e na água fez-se um remoinho forte.
O local onde eu estava ficou sem água, era o centro do remoinho. A rapariga andava ás voltas bruscas, consegui ter precisão para lhe acertar com o Rasengan em cheio.
Acertei-lhe e o remoinho na água começou a perder força, inspirei ar e fiquei a suster a respiração.
Nadei até a tona e por mais incrível que seja a rapariga ainda estava bem acordada e a nadar para a margem.
Mergulhei um pouco para baixo, assim talvez ela não me avistasse rapidamente dando-me tempo para um contra-ataque.
Tem de ser desta!
Fiz a técnica que eu inventara (técnica das moléculas explosivas), concentrei-as bem de chakra e inspirei grandes quantidades de moléculas que dariam potentíssimas explosões.
Dividias pelos três, ficaram mesmo á volta deles e algumas até pousaram nas suas roupas, mas de tão leves e microscópicas que eram que até ninguém dava fé, apenas eu já que as conseguia controlar.
Mergulhei bem fundo, juntei as mãos e preparei-me para os mandar pelos ares. Fiz o selo “Katsu” e ainda senti um pouco do impacto da explosão.
Nadei imediatamente até a tona para respirar um pouco. Olhei ao meu redor, a rapariga estava morta, e os outros dois rapazes não estavam melhores que ela.
Os corpos estavam um pouco desfeitos pela explosão, uma mancha vermelha viva de sangue contornava-os no chão e via-se alguns salpicos nas árvores e nos redores. A água começava a “lavar” o sangue da rapariga ficando a ser água tingida de vermelho.
Levantei-me, não podia perder mais tempo a olhar para aquele “quadro”.
Afinal de contas… isto das explosões não mete tanta pica como o Deidara diz…

2 comentários:

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